Metodologia
Como o GenOpt calcula suas métricas
Todas as métricas do GenOpt — Taxa de Citação, Share of Voice, Position, Sentimento e GenOpt Score — têm fórmulas públicas e auditáveis, publicadas nesta página. Nenhum número é caixa-preta.
Citation Rate (Taxa de Citação)
fórmula públicacitation_rate = respostas_com_menção ÷ total_de_respostas # 15 prompts × 6 engines × 1 dia = 90 respostas # 37 mencionam sua marca → citation_rate = 41,1%
Mede em quantas respostas das IAs a sua marca aparece. É a métrica-mãe do GEO: se ela é zero, todo o resto é zero.
Share of Voice
fórmula públicasov = menções_da_marca ÷ (menções_da_marca + menções_dos_concorrentes)
Sua fatia da conversa. Diz não só se você aparece, mas quanto do setor as IAs atribuem a você versus aos concorrentes.
Position Score
fórmula públicaposition = 1 − (posição_média_da_menção ÷ total_de_parágrafos)
Ser o primeiro nome citado vale mais que ser o quinto. O score vai de 0 (mencionado por último) a 1 (mencionado primeiro).
Sentiment
fórmula públicasentiment = escala −1 (negativo) a +1 (positivo)
# prompt de classificação (exato):
# "Classifique o tom desta menção à marca {marca}:
# positivo (+1), neutro (0) ou negativo (−1).
# Responda apenas com o número."Ser citado não basta — importa como. Classificamos cada menção com um prompt fixo e público, para o número ser reproduzível.
GenOpt Score
fórmula públicagenopt_score = 40% × citação
+ 25% × share_of_voice
+ 15% × posição
+ 10% × sentimento
+ 10% × cobertura_de_engines
# normalizado para 0–100O número único para acompanhar semanalmente. Os pesos refletem o que mais correlaciona com ser recomendado: primeiro aparecer, depois dominar a conversa.
Como interpretar o GenOpt Score
0–30 · Fraco
Invisível ou quase. As IAs não te conhecem ou te confundem.
31–60 · Mediano
Você aparece, mas como coadjuvante. Concorrentes lideram.
61–80 · Forte
Referência frequente. Presente na maioria das respostas do setor.
81–100 · Líder
A resposta padrão. As IAs te citam primeiro, com tom positivo.
Por que publicamos isso
Ferramentas de AI visibility tratam as métricas como segredo industrial. Nós tratamos como produto: se você não pode auditar o número, você não pode confiar nele — e não pode explicar para o seu chefe por que ele subiu ou caiu. Publicar a conta nos obriga a estar certos.
Quais IAs medimos — e quais não
Medimos oito. Com API nativa: ChatGPT, Perplexity, Gemini, Claude, Grok e DeepSeek. Via contrato oficial de terceiro: Google AI Overviews e Google AI Mode.
Não medimos o Microsoft Copilot — e saiu da nossa lista em 06/08/2026, depois de medirmos. A Bing Search API v7 foi encerrada em 11/08/2025, e o Grounding with Bing Search é um índice para agentes próprios: mede um agente nosso com um modelo nosso, não o Copilot. Testamos também o endpoint de SERP do Bing num fornecedor de dados — devolve resultado orgânico, nunca o bloco de resposta do Copilot, em 3 consultas, 2 idiomas e 2 localizações. Chamar qualquer uma dessas coisas de "Copilot" seria fraude métrica.
Não medimos Meta AI nem Amazon Rufus. Nenhum dos dois tem API pública. O que existe em agregadores é o modelo Llama — que não é o Meta AI: o assistente tem sistema de busca e instruções próprias da Meta. Reportar um como se fosse o outro daria um número que parece certo e descreve outra coisa. O Rufus só existe dentro do site da Amazon. Ligamos os dois no dia em que houver acesso oficial.
Também não fazemos scraping desses produtos. É escolha, não limitação técnica: quem vende auditabilidade não pode ter, no próprio motor, a prática que o cliente reprova em due diligence.
Rigor experimental: o que medimos e o que provamos
As fórmulas acima descrevem um estado: nestas perguntas, nestes engines, nesta data, a marca apareceu tantas vezes. Descrever não é o mesmo que demonstrar efeito. A referência desta seção é a literatura de experimentos online controlados — em especial Ron Kohavi, Diane Tang e Ya Xu, Trustworthy Online Controlled Experiments (Cambridge University Press, 2020) —, e ela está aqui para dizer, sem rodeio, onde o nosso próprio desenho não chega.
O que faz um experimento ser válido
Unidade de aleatorização
Definida antes e estável: sorteia-se usuário, sessão, prompt ou página — e a mesma unidade não muda de grupo no meio do caminho.
Grupo de controle concorrente
Um conjunto sorteado que não recebe a intervenção, medido no mesmo período. Não é o "antes": é o que acontece agora com quem ficou de fora.
Métrica de decisão escolhida antes
Uma métrica primária definida antes de ver o resultado. Escolher a métrica depois é escolher a conclusão.
Horizonte definido antes
Quanto tempo o teste roda, decidido no começo. Sem isso, "acabou" vira sinônimo de "ficou bom".
Checagem de que os grupos eram iguais
Comparar controle e tratamento antes da intervenção, e conferir se a divisão saiu na proporção planejada. Divisão torta invalida o resto.
Por que resultado sem grupo de controle não é evidência
Comparar antes com depois atribui à intervenção tudo o que mudou no mesmo intervalo: sazonalidade, uma matéria publicada por terceiro, uma alteração no índice do buscador, um modelo novo do fornecedor. O grupo de controle concorrente existe justamente para absorver esse ruído — ele passa pelas mesmas mudanças de mundo, sem passar pela intervenção.
Em GEO isso pesa mais que no A/B teste clássico de produto, porque o sistema medido não é nosso e muda sem aviso: o mesmo prompt, no mesmo engine, pode responder outra coisa depois de uma atualização do fornecedor. Um gráfico subindo depois de uma otimização é compatível com a otimização ter funcionado e é igualmente compatível com o engine ter trocado de modelo naquela semana. Sem controle, os dois casos produzem a mesma curva.
Olhar a métrica antes da hora (peeking)
Acompanhar a métrica todo dia e encerrar quando ela fica favorável é usar o resultado como critério de parada. O teste estatístico padrão pressupõe uma leitura, no fim do horizonte combinado; a cada espiada extra, a chance de encontrar uma diferença “significativa” onde não existe nenhuma sobe acima dos 5% nominais — é o problema de comparações múltiplas, aplicado ao tempo.
Há duas saídas legítimas: fixar o horizonte antes e só decidir no fim, ou adotar um método sequencial desenhado para leitura contínua, que paga o preço da espiada no próprio limiar. O que não é saída é parar no dia em que o número ficou bonito. Consequência prática aqui: acompanhamento diário serve para operação e para detectar quebra de coleta; nada vira “resultado” nesta página antes do horizonte declarado.
Tamanho de amostra
O que determina se um efeito é detectável não é quantos dias o teste rodou, é quantas unidades independentes ele acumulou. A regra de bolso publicada por Kohavi para comparar dois grupos, com 5% de significância e 80% de poder:
n_por_grupo ≈ 16 × σ² ÷ δ² # σ = desvio-padrão da métrica # δ = diferença mínima que se quer conseguir detectar # exemplo aritmético — NÃO é medição nossa, os valores são do exemplo: # métrica de proporção com p = 0,10 → σ² = p(1−p) = 0,09 # para detectar δ = 0,05 (5 pontos percentuais): # n ≈ 16 × 0,09 ÷ 0,0025 = 576 respostas por grupo
O número do exemplo é aritmética de ilustração, com valores escolhidos para a conta fechar na tela; ele não descreve nenhuma medição do GenOpt. O que importa é a ordem de grandeza: efeitos pequenos exigem centenas de respostas por grupo, e um punhado de respostas não detecta praticamente nada. Vale ainda uma correção para baixo: respostas do mesmo prompt no mesmo engine são correlacionadas, então a contagem bruta de respostas superestima o tamanho efetivo da amostra.
O que não podemos afirmar com o desenho atual
O nosso experimento público é o IPNotary. Ele é uma medição observacional, não um experimento controlado: 6 prompts em 4 engines, 24 respostas válidas, uma execução em 05/08/2026. Conferido contra a lista acima, ele tem a unidade de medida definida e a métrica escolhida antes — e não tem nem controle, nem aleatorização, nem repetição. Isso limita o que ele sustenta:
Nenhuma relação de causa
Uma marca, sem grupo de controle e sem aleatorização. Se o número subir depois de uma intervenção nossa, o desenho não separa a intervenção do resto do mundo.
Nenhuma diferença pequena
A medição fechada tem 24 respostas. Respostas do mesmo prompt no mesmo engine também não são independentes entre si, então o tamanho efetivo é menor ainda que 24.
Nenhuma estabilidade do ambiente
Os engines trocam modelo, índice e política de busca sem aviso. Sem controle concorrente, essa troca entra no resultado como se fosse efeito do nosso trabalho.
Nenhum intervalo de confiança
Cada prompt rodou uma vez. Sem repetição não medimos a variabilidade do próprio instrumento — e sem ela não existe barra de erro honesta.
Nenhuma generalização
É um caso, num setor, em português. Mesmo um resultado forte descreveria aquela marca, não um efeito médio de GEO.
O que o desenho sustenta é o que a página do experimento faz: descrever o estado com o arquivo de origem e o hash ao lado, e comparar com a próxima medição feita do mesmo jeito. Acompanhamento com origem verificável, não prova de efeito. A diferença entre as duas coisas é exatamente o que esta seção existe para não deixar borrar.
O que faria disso um experimento de verdade
O desenho mínimo que resolveria a maior parte dos limites acima começa por descer a unidade de aleatorização: em vez da marca, sortear prompts ou páginas — aplicando a intervenção em metade deles e deixando a outra metade intocada no mesmo período; repetir cada prompt várias vezes por dia, para medir o ruído do próprio instrumento; e declarar métrica primária e horizonte antes de começar.
Mesmo esse desenho teria um limite que convém dizer antes de alguém apontar: controle e tratamento compartilham o mesmo modelo e o mesmo índice, então o conteúdo criado para o lado tratado pode acabar aparecendo nas respostas do lado de controle. Se esse vazamento acontecer, a diferença medida subestima o efeito real — o que é preferível ao contrário, mas continua sendo motivo para não ler o número como exato.
Perguntas frequentes
- Por que vocês publicam as fórmulas?
- Porque métrica sem fórmula é opinião. Nenhum concorrente global mostra a conta — nós mostramos porque confiança se constrói com transparência, e porque você deveria poder auditar qualquer número que vê no painel.
- Os pesos do GenOpt Score podem mudar?
- Sim, e mudanças são versionadas e anunciadas com changelog público. O score sempre indica qual versão da fórmula está em uso.
- Como vocês garantem que a IA não varia a resposta entre medições?
- Rodamos cada prompt múltiplas vezes e usamos a mediana. Variação natural das respostas é esperada — por isso medimos tendência em janelas de 7 e 30 dias, não leituras isoladas.
- Sentimento automático não erra?
- Erra, como qualquer classificador. Por isso o prompt de classificação é público e fixo, e toda menção fica disponível para revisão humana no painel.
- Posso exportar os dados brutos?
- Sim. CSV no painel e API em todos os planos pagos. Seus dados são seus — sem lock-in de métrica.
Veja suas métricas com a conta aberta
Cada número do seu painel vem com a fórmula ao lado e com a resposta bruta da IA guardada por trás.
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